Mezuzot em todas as portas

Durante um jantar em Lyon, na França, organizado por Chabad, foram exibidos alguns videoclipes de diversos participantes do evento na famosa fila para receber os dólares do Rebe. Quando foi exibido um clipe do sr. Alan Sabain, presente ao jantar, ele ficou comovido e pediu permissão para contar a sua experiência com o Rebe.
E esta é a história de Alan Sabain: “Eu, minha esposa e minha filha éramos uma família feliz até que de repente minha esposa adoeceu. Eu viajei para o Rebe, que me deu um dólar, e então mais um dólar, dizendo: ‘Para a escola que você irá fundar... ’”
“Como o Rebe soube disso? Na sexta-feira anterior, meu amigo e rabino Sholom Gurevitz havia relatado ao secretário do Rebe, rabino Leibel Groner, que eu estava construindo um mega-hotel em Lyon, que também seria uma escola de administração hoteleira. O Rebe me deu uma para o novo empreendimento, eu estava prestes a me retirar quando o Rebe falou: ‘Quando você abrir o hotel, assegure-se de colocar mezuzot no batente de todas as portas’”
“Quando a construção foi concluída, convidei todas as ilustres personalidades da cidade para a cerimônia de inauguração. Durante esse evento, anunciei com alegria que eu havia convidado os representantes do Rebe na França para vir afixar mezuzot nas entradas principais.”
“Os anos se passaram. O hotel passou por uma crise financeira, e teve de pedir falência. As perdas estavam na casa dos milhões, muitos dos quais frutos de empréstimos.”
“As autoridades governamentais passaram a suspeitar de fraude, e designaram um auditor especial para examinar os livros e determinar a causa da falência. Essa avaliação foi a mais incômoda. Eu sabia que eu não tinha desviado dinheiro nem pego um único centavo a mais, mas mesmo assim eu estava muito nervoso porque não tinha certeza que o auditor e a corte iriam se convencer da minha integridade.”
“Mas as coisas pioraram! Minha casa foi confiscada e vendida. Meus pais a recompraram rapidamente para que eu não entrasse numa depressão profunda.”
“Chegou o dia do parecer final do auditor... Quando ele adentrou no meu escritório percebi que parou e observou a mezuzá no umbral da porta. O escritório tinha muitas fotos minhas com antigos funcionários do governo francês. Também havia diplomas de gratidão e profissionais. E bem no centro, entre todas as fotos e diplomas, havia uma enorme foto minha recebendo um dólar do Rebe...”
“O auditor olhou para essa foto por algum tempo, e então sentou-se, começando a detalhar as suas conclusões. Sentei-me e estremeci, ciente de que tal relatório certamente continha más notícias para mim.
“Porém, em vez de o auditor criticar minha forma de administrar o negócio, ele começou a me defender, afirmando que as causas dos problemas tinham sido uma série de circunstâncias aleatórias somadas a alguns erros! Mais ainda, ele concluiu que o negócio ainda tinha uma chance de salvação! Ele simplesmente iria pedir ao governo que me emprestasse uma grande soma para recomeçar!
“Fiquei perplexo. Eu só podia agradecer a D'us pelo milagre inesperado. Mesmo assim, eu ainda tinha uma dúvida: ‘Todos esperavam que você fizesse um relatório negativo sobre a minha condução do negócio. Por que mudou de idéia?’
“O auditor respondeu: ‘Essa manhã, antes de revelar a minha decisão, passeei em vários andares do hotel, e percebi que havia uma mezuzá em cada porta. Eu sou judeu. Antes da guerra, minha esposa e eu vivíamos na Áustria. Por muito pouco nós sobrevivemos à guerra, e conseguimos chegar à França. Eu identifiquei as mezuzot assim que as vi. Ali estava eu, vendo uma mezuzá em cada um dos umbrais das centenas de quartos deste hotel, apesar de este hotel não ser a sua casa! Calculei que alguém tão minucioso acerca das mezuzot não poderia ser um picareta, um ladrão. Quando eu estava em seu escritório, também vi a foto de um rabino, e pude perceber que ele era um homem santo. Só sabia de uma coisa: eu precisava retornar para as minhas raízes judaicas!’
“A partir daí, o caminho do tal auditor para uma completa foi curto”, concluiu um emocionado sr. Saban.
“Eu mereci dois milagres. O primeiro: o Rebe previu o futuro, e me aconselhou a afixar uma mezuzá em cada porta do meu hotel. E o segundo: o Rebe salvou um casal judeu da assimilação, trazendo-os de volta ao judaísmo!
“Mas outro milagre acabou acontecendo: desde então, eu fundei uma cadeia de hotéis por toda a Europa! E tudo por causa do Rebe de Lubavitch, é claro!”