Eu também vi o Rebe

Dia 16 de Sivan de 5762 (Junho de 2002). O toque da campainha avisou ao rabino Hertzel Boruchov, de Rechovot, que o casal Morad havia chegado. Yigal, da força aérea israelense, juntamente com sua esposa Yael, vieram para escrever uma carta ao Rebe através dos .

Sr. Yigal Morad



Yigal explicava, enquanto escrevia: “Nós moramos em Rishon LeTsion e estamos pensando em nos mudar por causa de problemas com os vizinhos.” O casal também contou que nos últimos anos haviam se aproximado mais do cumprimento das mitsvót e que, talvez em outras redondezas, isto seria mais fácil.

Os dois tomaram uma boa decisão relacionada ao cumprimento da Torá, proclamaram “Yechi Adonenu... ”, e em seguida abriram um volume do “Igrot Kodesh”.
A carta que foi aberta falava da importância da “Shlichut” (influenciar seus vizinhos e conhecidos para que conheçam e cumpram mais os mandamentos de D-us, preparando-se assim para a iminente Redenção) e das forças que recebemos de D-us para que tenhamos sucesso nesta missão. O Rebe também escreve “especialmente pois o ajudam”.

Yigal perguntou o que significavam as palavras “pois o ajudam” e o rabino Boruchov explicou-lhes que o Rebe ajuda a todos que se ocupam de shlichut.

“E esta é a resposta para vocês”, completou o R. Boruchov. “Fiquem onde vocês estão e ajudem seus vizinhos a se aproximarem mais do Judaísmo. Organizem aulas e façam outras atividades. Tendo a benção e a ajuda do Rebe, não há com o que se preocupar”.

“Especialmente porque eu tive o mérito de vê-lo...”, disse Yigal com emoção.

“Eu também tive o mérito de ver o Rebe há oito anos”, respondeu o rabino.

“Só que eu”, disse Yigal, “tive o mérito de vê-lo há apenas dois anos”. Era possível ver a emoção nos olhos lacrimejantes de Yigal que começou a relatar sua história:
“Há uns dois anos, o exército me mandou para um curso de aperfeiçoamento numa base do exército americano na Carolina. Na volta, aproveitei o pouco tempo que ainda me restou para visitar alguns familiares em Nova Iorque”.


“Durante a minha visita, uma parente me perguntou se eu gostaria de conhecer o “770”, a famosa sinagoga do Rebe de Lubavitch. Fiquei contente com uma idéia tão agradável, e em seguida nos dirigimos para lá.”

“Sem entender o por quê, me senti muito emocionado e pedi para um dos jovens estudantes que me mostrasse o local da entrega dos dólares pelo Rebe nos domingos”.

“Entrei no conhecido hall”, ele conta com emoção, “quando de repente a porta do lado esquerdo se abriu, e eu vi o Rebe parado, como um rei, me olhando com um olhar penetrante...”.

“Eu ‘congelei’ no lugar onde estava. Anteriormente ,em Israel, eu já havia escutado comentários aqui e ali sobre o fato de o Rebe continuar vivo fisicamente, mas...de maneira tão clara, e tão de repente..., sentia uma mistura de medo e grande alegria”.

“Não sei por quanto tempo fiquei lá parado sob aquele olhar que penetrou na minha essência. Minha emoção chegou a tal ponto, que senti que em poucos segundos minha alma iria sair. Comecei a andar para trás, saí do local rapidamente e comecei a chorar como uma criança pequena”.

“Minha parente, que me viu naquele estado, assustou-se e tentou entender o que estava acontecendo, mas eu não tinha condições de falar. Durante dois anos não falei com ninguém sobre isto. Até para minha esposa eu só contei o fato há poucas semanas. Eu temia que as pessoas não me compreendessem. Para mim, isto foi como uma entrega da Torá particular”.

“Quando voltei para Israel, matriculei minhas filhas na escola Chabad de Nes Tsiona; meu filho já estava estudando no Chabad em Rechovot. Minha esposa começou a usar peruca, e sempre que alguém questionava nosso comportamento, vinha à minha mente aquela imagem: o Rebe Shlita Melech HaMashiach, parado na porta de seu quarto, vivo em corpo físico.

No Shabat seguinte, parashat Shelach, a família Morad hospedou-se junto à comunidade chabad de Rechovot e durante o na sinagoga, Yigal contou pela primeira vez em público sua emocionante história.