A viagem para o Japão
Durante muitos anos , um chassid de Lubavitch americano, tentou de tudo para conseguir uma fonte de renda satisfatória com que pudesse sustentar a sua família. Contudo, apesar de todos os seus melhores esforços, ele nunca conseguia bons resultados.
Após muitas tentativas infrutíferas de achar um bom emprego, Levi pediu uma brachá (bênção) ao Rebe de Lubavitch para que obtivesse um bom sustento.
A resposta do Rebe não tardou muito: “Viaje para o Japão, com uma passagem de primeira classe.”
Levi nada entendeu. Ele não tinha experiência no mundo dos negócios, e menos ainda em tentar fazê-los no Japão! Mesmo assim, ele decidiu seguir o conselho do Rebe imediatamente.
Como foi dito, a sua situação financeira não era das melhores, e ele precisou pedir um empréstimo para pagar a tal passagem de primeira classe. Em pouco tempo, Levi fez as suas malas, juntou alguns objetos pessoais, e seguiu para o aeroporto...
Um pouco depois do avião ter decolado, no momento em que a primeira refeição era servida, Levi deu conta de que, na pressa, havia se esquecido completamente de pedir refeições ! O vôo para o Japão era longo, e o chassid não tinha nenhum alimento consigo! Mesmo assim, como observava estritamente as leis de kashrut, Levi nem sequer tocou na bandeja que a aeromoça colocou na sua frente.
Um homem japonês que estava sentado ao seu lado, perguntou-lhe por que não comia nada. Levi, então, explicou que era judeu, e que a comida servida lhe era proibida. O homem, preocupado, tentou persuadi-lo a comer algo, lembrando que a viagem até o Japão era bem longa, e que ele ficaria faminto. No entanto, Levi manteve-se firme, e não concordou em comer a refeição não-kasher.
Durante o percurso, o japonês perguntou ao seu companheiro de viagem a razão pela qual estava indo ao Japão. Levi contou que tinha sido aconselhado pelo Rebe de Lubavitch a visitar a terra do sol nascente, onde encontraria uma boa oportunidade de negócios. Ao saber disso, o japonês contou que estava para acontecer uma grande feira de negócios em Tóquio, e que Levi deveria pensar em participar dela. Ele mesmo estava pensando em visitá-la.
Levi e o negociante japonês passaram a maior parte do vôo conversando, o japonês estava realmente impressionado com a inteligência e a sinceridade do judeu. E antes de desembarcar, decidiu entregar-lhe o seu cartão de visita...
O chassid ficou a maior parte do tempo na feira. Ele foi de estande em estande buscando perceber alguma oportunidade, uma boa chance que fosse. Chegou a tentar conseguir um emprego como um representante de negócios para uma empresa japonesa nos E.U.A., mas não teve sucesso. A sua falta de experiência e de conhecimento da língua e cultura japonesas pesava contra ele. Ele queria tanto entender o porquê de o Rebe tê-lo mandado para o Japão, e ainda por cima de primeira classe...
No último dia da feira, Levi lembrou-se do simpático homem japonês que havia conhecido no avião. Como o seu cartão de visita ainda estava no seu bolso, Levi resolveu entrar em contato com ele...
Durante a conversa, Levi contou ao negociante sobre a sua intenção de tornar-se representante de uma empresa. Ele revelou que a sua firma estava justamente por oferecer uma oportunidade similar e procurando um profissional qualificado para introduzir um novo produto no mercado americano!
O japonês seguiu dizendo que tinha ficado bastante impressionado com a autodisciplina do chassid, evidenciada pela sua recusa em consumir a refeição da primeira classe durante o longo vôo para o Japão em razão de princípios religiosos. “Uma pessoa assim”, disse, “certamente irá ao encontro dos requisitos de honestidade e força de vontade que buscamos, e será capaz de cumprir com o que for combinado da melhor forma possível”.
E foi assim que Levi Cohen conquistou o seu tão almejado emprego, e o seu excelente salário! Todas as peças do quebra-cabeça foram perfeitamente combinadas! A sua passagem de primeira classe para o Japão, o conselho do Rebe, e a sua rigorosa observância das leis de kashrut conduziram-no a uma boa oportunidade de negócios, e a um farto sustento para a sua família.
Levi Cohen foi digno das brachot de Hashem para sucesso financeiro pela sua demonstração de integridade e fé.